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Associação de produtores de cana da Paraíba usa blockchain para emitir selo de qualidade

Associação de produtores de cana da Paraíba usa blockchain para emitir selo de qualidade


Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com a Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito (Ciped), está certificando as plantações de cana-de-açúcar da Paraíba por meio da tecnologia blockchain.

Dessa forma, por meio do selo ProAR 2030, a Asplan é a primeira associação em nível nacional a ter um certificado em blockchain para determinar a sustentabilidade da produção de cana e permitir aos produtores o recebimento dos créditos de carbono, a partir da adoção de boas práticas na área socioambiental e da certificação destes processos.

“Com a instituição do selo e da certificação, a Asplan parte na frente para assegurar que seus associados sejam inseridos no RenovaBio e passem a receber CBios proporcionais a sua produção e organização. A Paraíba é pequena, mas nós pensamos grande”, disse o presidente da entidade, José Inácio de Morais.

A certificação dos processos se dá por meio de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega da matéria-prima às indústrias, com informações que serão consolidadas num sistema próprio e registradas em blockchain.

A auditagem dos dados será responsabilidade da empresa SGS, que atua em mais de 140 escritórios, em vários países.

Blockchain na Cana


O diretor da Asplan, Pedro Neto, explica que o rastreamento da cadeia produtiva, desde a plantação até a entrega do produto na usina, vai agregar valor ao produtor, na medida em que o associado da Asplan terá sua cana monitorada e certificada com a adoção de boas práticas.

“Essa iniciativa agrega valor ao nosso negócio e fortalece nossa luta em busca de um direito que é nosso. Nós não queremos disputar nada com as indústrias, apenas pleiteamos a nossa parte nesse processo de recebíveis de créditos de carbono, o que é muito justo”, reiterou Pedro Neto.

Considerando também o impacto energético que o campo pode gerar na indústria, o rastreamento completo da cadeia pode agregar um alto valor aos negócios dos produtores, conforme explica o gerente de sustentabilidade da SGS, Fabian Gonçalves.

Segundo a diretora executiva da Ciped, Priscilla Maciel, a expectativa é que todos os dados da safra atual já estejam no sistema para certificação. “A Asplan ficará responsável pelo repasse das informações que alimentará o sistema, que seguirá os padrões internacionais de indicadores de produtividade”, disse Maciel.

Ela explicou ainda que a nota de eficiência energética é um somatório das fases agrícola, industrial e de distribuição. “Daí porque os produtores não podem ficar de fora destes recebíveis, pois o que acontece no campo vai impactar no coeficiente energético da indústria e, consequentemente, em seus recebíveis que precisam ser repartidos, proporcionalmente, com toda a cadeia produtiva”, defende.

Fonte: CoinTelegraph

13/01/2021

 

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