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3 benefícios da identificação eletrônica de bovinos na gestão pecuária

3 benefícios da identificação eletrônica de bovinos na gestão pecuária


A identificação eletrônica de bovinos é uma das atividades que demonstra o crescente alcance das evoluções da pecuária nos últimos anos. Mas como ela pode ajudar na gestão da produção e de quais formas a prática colabora com os resultados de sua propriedade? Para responder a essas e outras perguntas, preparamos este conteúdo com base nas informações fornecidas pelo especialista Cassio Camargos.

Durante a leitura, você entenderá como é feita a identificação eletrônica de bovinos, quais são seus pormenores e os benefícios que ela viabiliza. Acompanhe o conteúdo até o fim para saber mais!

Como funciona a identificação eletrônica de bovinos?

Para tratar desse assunto com a profundidade que ele exige, conversamos com Cassio Camargos, que é formado em medicina veterinária e especialista em gestão zootécnica e controle de qualidade.

De acordo com ele, “a identificação começou com alguns transponders que tinham baterias — as leituras eram feitas em antenas fixas. Com a evolução da eletrônica, os procedimentos mudaram, facilitando a conexão com os brincos ou bottons”.

O especialista destaca a crescente utilização de um aparelho que fica no rúmen do animal, mais conhecido como “bolus”, capaz de fazer a leitura e a identificação. Há, ainda, um tipo de chip que fica sob a pele e lê as informações. Tais processos estão sendo muito utilizados também em equinos e cães, porque são precisos e compensam do ponto de vista econômico.

A leitura dos dados ocorre da seguinte maneira: há um código no chip e alguns deles são compostos por até 13 números — na prática, é como se fosse um código de barras de supermercado.

Posteriormente, a leitura é transformada em linguagem de computador, ou seja, quando o cadastro do animal ocorre, é necessário inserir a identificação. Feito isso, basta associar o software ao sistema que está sendo utilizado (brinco, botton, bolus etc.). Dessa forma, quando o aparelho fizer a leitura, as informações obtidas ficarão integradas.

Quais são os benefícios da identificação eletrônica de bovinos?

Agora que você já sabe como a identificação eletrônica funciona, é hora de conhecer bons motivos para implementá-la em sua propriedade. Veja, a seguir, alguns das principais vantagens ligadas à prática!

1. Permite analisar o negócio

“A grande transformação do agronegócio na atualidade é a questão da gestão, principalmente nas partes zootécnica e financeira — alguém deve pagar a conta da fazenda e isso precisa ser viável para não gerar prejuízos e outras complicações”, aponta Cassio.

Para ele, o produtor rural precisa saber que a receita será alcançada a partir de um extenso trabalho de análise dos indicadores técnicos e também da equipe, bem como dos papéis desempenhados por cada colaborador. Afinal, não existe uma independência entre os setores de uma produção: hoje, prevalece uma grande integração entre as diferentes atribuições.

Ao identificar uma vaca de leite, deve-se pensar em formas de fazer com que essa identificação traga algum retorno. Nesse sentido, é possível acompanhar a ruminação, ver o número de passos que ela dá no dia, o volume de leite produzido e ainda fazer uma gestão zootécnica a fim de saber se a vaca está liberada para entrar em reprodução, por exemplo.

2. Tem um custo acessível

Diante dos vários benefícios trazidos pela prática, podemos considerar que ela tem um custo bastante acessível. Isso é, sem dúvidas, uma ótima notícia para os produtores que procuram formas de otimizar o lucro.

“Com as facilidades trazidas pela evolução da eletrônica, da automação e da internet, a identificação dos animais ficou muito simples de fazer e várias empresas investem nessa tecnologia. No passado, era muito mais caro — há 15 anos, pagava-se R$ 500 por vaca identificada” contextualiza Cassio.

Atualmente, é possível identificar um animal com menos de R$10. Para se ter ideia, algumas tecnologias têm um custo abaixo de R$5. Aos poucos, essa queda do custo tornou possível identificar animais de grande porte, como bovinos e equinos, o que não era viável antes.

Há kits completos que são comercializados no mercado — com o software para leitura e os instrumentos para identificação. Existem leitores que custam R$ 1.000 e outros que custam R$20.000, aproximadamente. A principal diferenciação entre eles é fato de um tipo ser fixo e o outro, móvel.

O primeiro deles é simples: ele faz a leitura e manda para o computador. Ao passo que o segundo pode passar e armazenar as informações de outros setores, como em placas e sistemas de ordenha. Nesse caso, a vaca entra, passa pela leitura, e o número dela cai primeiro no sistema de ordenha, indo, em seguida, para o computador que centraliza todos os dados.

3. Ajuda a criar diferenciais produtivos

As melhores práticas, — confinamento, manejo, rotatividade da pastagem etc. —, são aplicadas para criar diferenciais produtivos e tornar o negócio mais rentável, não é mesmo? A identificação eletrônica de bovinos também se enquadra nessa categoria.

Tudo depende do sistema usado, porque o reconhecimento do animal funciona como uma carteira de identidade: é o software que ajuda a interpretar os dados e a criar os diferenciais. Ao colocar o animal na balança, por exemplo, o peso é informado ao computador de modo automático a partir do número. Alguns sistemas são úteis para acompanhar a quantidade de alimento ingerida ao longo do dia.

“O importante é que a identificação seja transformada em algum resultado dentro da fazenda. Você pode monitorar doenças, ganho de peso e vários outros aspectos que interferem na produtividade e no manejo como um todo”, recomenda Cassio.

O especialista ainda explica que, na produção leiteira, especificamente, conquista-se um importante acesso à ordenha e aos coxos. “Há um sistema de ordenha que é como um carrossel: quando o animal entra, cai a quantidade de alimento de acordo com o que foi designando para ele. Isso só é possível se houver uma boa identificação”.

Para isso, é preciso estabelecer um controle efetivo sobre o sistema eletrônico, além de ter cabos para realizar a transferência de informações. Embora tenha um funcionamento aparentemente simples, é necessário evitar eventuais interferências. Enfim, a identificação eletrônica de bovinos tende a contribuir de muitas maneiras com a sua produção no agronegócio.

Fonte: blog.belgobekaert.com.br

06/02/2021

 

 

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