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Vacinação em suínos - principais doenças e boas práticas

Vacinação em suínos - principais doenças e boas práticas


Todo e qualquer animal em processo produtivo está exposto a vários tipos de patógenos, como vírus e bactérias, causadores de doenças, que, além de prejudicarem sua saúde, provocam perda de desempenho zootécnico, piora na qualidade do produto final e aumento na mortalidade

Para evitar perdas e grandes prejuízos, a vacinação é fundamental no controle sanitário porque tem como objetivo aumentar a imunidade dos animais para que seus organismos possam combater os principais agentes causadores de doenças importantes para a espécie. 

Na suinocultura, a imunização acontece em todas as fases da vida do animal - desde o nascimento, quando o leitão recebe imunidade materna por meio do colostro, até a fase final, de abate. São muitas vacinas que devem ser administradas e nenhuma pode ser negligenciada - nas fases de reprodução, em fêmeas reprodutivas, nos leitões e até em animais em recria e terminação, com a vacina para imunocastração. 

A seguir, você confere quais são as doenças prevenidas por meio da vacinação e por que as boas práticas de transporte, armazenamento e aplicação das vacinas estão diretamente relacionados ao sucesso de imunização do plantel. 

Imunidade materna - o colostro é rico em anticorpos e confere imunidade ao leitão em seus primeiros dias de vida. Por isso, é importante que o calendário vacinal das matrizes reprodutoras seja seguido. Isso terá um impacto direto na produção de anticorpos que serão passados para os leitões por meio dele. Essas fêmeas devem ser vacinadas contra doenças que possam prejudicar a gestação, como leptospirose, parvovirose, circovirose, influenza, entre outras. 

Diarreia neonatal - como o nome já diz estas diarreias ocorrem em neonatos ou leitões recém nascidos com até 4 dias de vida. Geralmente estão associadas a infecção por agentes bacterianos como a Escherichia coli e Clostridium perfringes. Ocorrem nos primeiros dias de vida, de coloração amarelada e consistência líquida cremosa. Os leitões acometidos apresentam desidratação severa e fraqueza, que facilmente os leva à morte. Alguns manejos também predispõem a ocorrência destas diarreias como a exposição ao frio, a não ingestão do colostro e leite da sua mãe, a castração cirúrgica, corte inadequado dos dentes e da cauda. 

Parvovirose - causada pelo Parvovírus suíno, o agente mais resistente ao ambiente na granja. A forma de contaminação se dá focinho-focinho, por secreções e fezes. O grupo de animais com maiores prejuízos são as porcas de primeiro parto não imunizadas. A infecção de fetos por porcas contaminadas acontece antes dos 70 dias de gestação. Causa morte fetal, reabsorção embrionária e reduzido número de leitões nascidos, podendo ainda serem encontrados leitões mumificados no parto. 

Erisipela - causada por bactéria, a doença tem como sintomas lesões cutâneas, endocardites e artrites, e pode provocar ainda infecção generalizada. A ocorrência de febre é comum. Porcas gestantes contaminadas podem abortar e machos, ter alteração na produção de espermatozoides. A bactéria persiste nas fezes dos suínos pelo período de um a seis meses. 

Leptospirose - também causada por bactéria, a doença provoca transtornos reprodutivos, geralmente no terço final da gestação, como abortamentos, natimortos, fetos mumificados e nascimento de leitões fracos que não sobrevivem. 

Rinite atrófica progressiva - provocada por dois principais agentes bacterianos - Bordetella bronchiseptica e Pasteurella multocida -, a doença provoca inflamação da cavidade nasal nos suínos. 

Circovirose suína - causada por variações do vírus PCV2 e suas recombinações, a infecção pode afetar o animal na forma clínica, subclínica ou ainda em associação com um outro agente primário, como o Mycoplasma. Causa muitos problemas à saúde e à produtividade dos animais, sendo considerada a doença que traz os maiores prejuízos econômicos à suinocultura brasileira. 

Pneumonia enzoótica - provocada pela bactéria Mycoplasma hyopneumoniae, é considerada uma doença crônica e está presente em mais de 95% das granjas. A melhor forma de controle desse agente é a vacinação. 

Imunocastração - vacina indicada para castração imunológica de suínos machos destinados ao abate como alternativa não cruenta à castração cirúrgica para o controle dos odores de machos. É também indicada para supressão temporária do cio em fêmeas suínas destinadas ao abate. 

Boas práticas 

Importante ressaltar que de nada adianta ter um bom produto em mãos, se não for armazenado, transportado e manipulado de forma correta. Todas essas etapas podem colocar em risco a eficácia da imunização. 

Abaixo, elencamos os principais pontos. 

Geladeira exclusiva para vacinas, limpa e em boas condições de funcionamento, com termômetro de marcação para temperaturas máxima e mínima. 

As vacinas devem ser acondicionadas no meio da geladeira. Evite deixá-las próximo ao congelador, porta e gavetas. 

Vacinas próximas ao vencimento devem ser guardadas na frente e as outras, ao fundo. 

As vacinas devem ser separadas pelos tipos e organizadas com os rótulos bem visíveis. 

Leia atentamente as informações do rótulo e da bula, certifique-se de que é a vacina desejada naquele momento, use primeiro as mais próximas ao vencimento, mantenha-as à temperatura mínima de 2°C e máxima de 8°C. Durante o uso, mantenha-as, e também os aplicadores, em um caixa de isopor com gel conservante ou gelo, agite bem o frasco antes de cada recarga, antes e entre as aplicações, use uma agulha para retirar, use outra para aplicar no animal, não misture vacinas na mesma seringa e, uma vez aberto, use todo o conteúdo do frasco. 

Higienize com água os aplicadores e o material usado nas vacinações, logo após o uso e sempre que for utilizar uma vacina diferente. 

Atente-se aos protocolos de aplicação e as idades indicados no produto. 

Recomenda-se realizar no máximo 10 aplicações por agulha, no caso de matrizes, e para leitões, a troca deve ocorrer a cada 50 animais vacinados. Importante lembrar que deve-se ficar atento à qualidade da agulha durante as aplicações. Caso ela perca o fio ou entorte, precisa ser trocada imediatamente por uma agulha nova. 

Jovani Finco - Médico-veterinário e Assistente Técnico de Suínos da Zoetis. 

Fonte: Little George

Portal do Agronegócio  23/06/2021

 

 

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