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Insetos parasitoides são usados no controle biológico

Insetos parasitoides são usados no controle biológico


Intuito é combater pragas do tomate e do milho, a partir de seus inimigos naturais

Durante um projeto de pesquisa de mestrado, a engenheira agrônoma Rízia da Silva Andrade, desenvolveu uma solução que combate pragas agrícolas do tomate e do milho, a partir de seus próprios inimigos naturais e montou sua própria biofábrica.

Trata-se de uma cartela liberada nas plantações, feita com formato de gancho para ser pendurada na planta. Hoje, portfólio da startup Biogyn Soluções Entomológicas, o parasitoide de ovos Trichogramma é usado para o manejo de lepidópteros. Os Trichogrammas, que são vespas com menos de um milímetro de comprimento, são criados em laboratório e têm grande poder contra inimigos conhecidos dos produtores rurais: as lagartas.

“Atualmente conseguimos atender apenas pequenos produtores, produzindo de forma manual e em pequena escala, mas a intenção é crescer, ir para os médios e grandes produtores chegando também nas lavouras de soja e cana-de-açúcar”, explica.

Em laboratório, os ovos de uma mariposa conhecida popularmente como traça de farinha (Anagasta kuehniella) são parasitados com ovos das microvespas Trichogrammas, que são predadoras. Os ovos são presos em cartelas com colas adesivas e as cartelas são fixadas nas plantas. Lá eles emergem e as vespas saem em busca de ovos de mariposas e borboletas que podem se tornar pragas nas lavouras (lagartas).

A pesquisadora explica que, assim que encontram o hospedeiro, as vespas depositam seus minúsculos ovos dentro dos ovos da praga e matam o embrião para não ter competição, impedindo que se transformem em lagartas e iniciem a alimentação e os danos nas culturas. Dentro de oito a 10 dias, nascem novas vespinhas, que são totalmente carnívoras e não prejudicam a cultura.

Cada unidade (cartela com gancho) tem cerca de 1500 vespas e possui um raio de atuação de 28 metros quadrados. A pesquisadora explica que o recomendado são cerca de 500 mil insetos por hectare para a cultura do tomate, 100 mil vespas por hectare para as culturas de soja e milho e 50 mil vespas por hectare para cana-de-açúcar. “Esse controle é preventivo, pois impede o desenvolvimento das lagartas”. “Trabalhar com microparasitoide de ovos de mariposas e borboletas requer treinamento específico e muita organização. Não é qualquer pesquisador que consegue escalar com qualidade uma biofábrica”, explica Rízia Andrade. Segundo ela, “as cartelas de distribuição das vespas Trichogrammas devem ser patenteadas, assim como o processo produtivo, uma vez que a empresa é única e organiza sua produção de forma manual e automatizada de forma sigilosa”. As empresas que trabalham com controle biológico patenteiam seus processos ou guardam como segredo industrial. “O que é patenteado é a forma de produção, mas não o produto em si. Cada empresa desenvolve a sua forma de liberação no campo ou a forma de produção. Isso é o que pode ser patenteado”, explica a empreendedora.

Fonte: Agrolink-Portal do Agronegócio

21/07/2021

 

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