Português Italian English Spanish

ABRAPA DESTACA EM EVENTO INTERNACIONAL AVANÇO DO CONTROLE BIOLÓGICO NAS LAVOURAS BRASILEIRAS DE ALGODÃO

ABRAPA DESTACA EM EVENTO INTERNACIONAL AVANÇO DO CONTROLE BIOLÓGICO NAS LAVOURAS BRASILEIRAS DE ALGODÃO


Entidade participa da Better Cotton Conference 2022, realizada em Malmö, na Suécia

A expansão do controle biológico de pragas e doenças do algodão no Brasil foi destaque no primeiro dia da Better Cotton Conference 2022, realizada em Malmö, na Suécia. Convidada a participar do painel sobre inovações, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) mostrou os aspectos que garantem a sustentabilidade do sistema produtivo no País, maior produtor mundial de Better Cotton.

Better Cotton é o algodão certificado pela BCI, organização sem fins lucrativos criada em 2005 para fomentar práticas responsáveis e sustentáveis na cotonicultura ao redor do globo. Na safra 2020/21, o Brasil respondeu por 42% da oferta mundial de Better Cotton.

Na edição deste ano, o evento da BCI voltou ao formato presencial e se propôs a debater com todos os segmentos da cadeia produtiva global do algodão como lidar com os desafios climáticos atuais. "Nossas condições climáticas favorecem o surgimento de pragas e doenças do algodão, o que torna necessário o controle químico. Porém, ano após ano, o Brasil tem ampliado a adoção do controle biológico", afirmou o presidente da Abrapa, Júlio Busato. Ele foi um dos integrantes do painel "Disruptors: Breakthrough Approaches" desta quarta (22).

De acordo com Busato, essa ampliação está sendo impulsionada pelos próprios produtores. "Além do aspecto sustentável, há a eficiência agronômica e a otimização de recursos. Nosso foco é usar os químicos no volume estritamente necessário", pontuou o presidente. Essa visão é o que explica o investimento feito pelos agricultores brasileiros no desenvolvimento de mais alternativas de manejo biológico, seja por meio de fabricação própria na fazenda (on farm) ou no financiamento de projetos e parcerias com instituições de pesquisa.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estima que 23 milhões de hectares utilizados para o cultivo de soja, algodão e cana de açúcar no Brasil já adotem o controle biológico como rotina.

Outro aspecto que reforça o interesse brasileiro no manejo biológico é a grande adesão dos cotonicultores ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Abrapa. Atualmente, 84% da produção tem certificação socioambiental, e um dos requisitos básicos para tal é a comprovação de manejo integrado de pragas (MIP) pela fazenda participante.

"Com o monitoramento constante da sanidade da lavoura feito pelo MIP, o produtor identifica que mecanismos biológicos podem ser adotados antes de entrar com o produto químico. Entre as alternativas, estão insetos e predadores naturais e microrganismos (fungos, vírus e bactérias)", comentou o presidente da Abrapa.

Os bons resultados surgem em via dupla. O produtor fica mais eficiente no controle da dosagem, frequência e aplicação dos pesticidas, usando "o estritamente necessário" como enfatizou Busato, e amplia as práticas de defesa natural dos campos. "Com a vantagem adicional de, com isso, melhorarmos bastante a biodiversidade na propriedade rural e, consequentemente, a saúde dos solos", reiterou.

Durante sua participação na Better Cotton Conference, Busato citou o caso de sucesso de controle de nematoides, parasitas frequentes nos solos do Cerrado, com produtos biológicos. Aproveitou também para apresentar outros aspectos sustentáveis do modelo produtivo no Brasil. "Somente 8% de nossa produção é realizada em áreas irrigadas e 95% da área plantada localiza-se no bioma Cerrado, e não na Floresta Amazônica", citou o presidente da Abrapa.

Outros aspectos destacados por Busato foram a existência do vazio sanitário – período em que o plantio de algodão é proibido como medida de defesa sanitária – e a semeadura diretamente sobre a palhada resultante da cultura anterior (geralmente a soja). "Com o plantio direto, aumentamos o volume de matéria orgânica, evitamos erosão e fixamos mais CO² no solo", contextualizou.

Além de ser o maior fornecedor de Better Cotton no mundo, o Brasil atrai atenção para suas iniciativas sustentáveis devido à larga escala da produção nacional. Embora em sua maioria de perfil familiar, as fazendas de algodão no Brasil têm em média 4 mil hectares de área e, nos últimos 20 anos, investiram em profissionalização.

Entre os sinais dessa profissionalização estão a grande adesão ao programa ABR e o emprego de tecnologia. A colheita é totalmente mecanizada no País e a maioria das unidades de beneficiamento do algodão está instalada nas próprias fazendas produtoras.

Quarto maior produtor mundial de algodão, com 2,36 milhões de toneladas cultivadas na safra 2020/21, o Brasil cultiva 65% de sua produção em segunda safra – ou seja, após o ciclo da soja. Além dos benefícios à biodiversidade, esse reaproveitamento da área plantada torna as fazendas mais eficientes. A produtividade média brasileira, de 1.800 quilos de pluma por hectare (kg/ha), supera em 128% o índice mundial.

A programação da Better Cotton Conference continua nesta quinta (23). O Brasil volta a participar com um case de agricultura regenerativa que será abordado no painel com agricultores sobre ações de adaptação às mudanças climáticas.

Fonte: DATAGRO

24/06/2022

 

 

Booked.net
 
+25
°
C
+28°
+22°
Sinop
Quarta-Feira, 29
booked.net
 
+30
°
C
+31°
+23°
Alta Floresta
Quarta-Feira, 29

 

Booked.net - book your hotel here
 
+25
°
C
+28°
+22°
Sorriso
Quarta-Feira, 29
Booked
 
+25
°
C
+28°
+22°
Lucas do Rio Verde
Quarta-Feira, 29

 

booked.net
 
+25
°
C
+25°
+19°
Mutum
Quarta-Feira, 29

 

Saiba mais: https://www.cepea.esalq.usp.br/br