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Ciclo de descartes de fêmeas marcou 2022 e deve continuar em 2023

Ciclo de descartes de fêmeas marcou 2022 e deve continuar em 2023

Em 2020 e 2021, 3,9 milhões de vacas e novilhas foram retidas enquanto em 2022, 1,8 milhão foram abatidas.

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A Radar Agro, consultoria do Itaú Unibanco divulgou ontem em seu relatório importantes dados sobre a pecuária brasileira. Segundo os especialistas da Radar, com a divulgação feita pelo IBGE dos dados estratificados dos abates e produções de proteínas animais no 4º trimestres de 2022, foi possível olhar com mais detalhes sobre a dinâmica dos descartes de fêmeas e ver, em que medida, isso influenciou o balanço interno de oferta e demanda de carne bovina no ano passado.

O números mostras que foram abatidas 29,8 milhões de cabeças em 2022, 7,5% acima do ano anterior. Foi o primeiro aumento desde 2019, influenciado pelo retorno dos descartes de fêmeas, aumentando a oferta de gado aos frigoríficos e, consequentemente, a produção de carne. Os anos anteriores haviam sido marcados pela retenção das vacas, estimulada naquela ocasião pela forte elevação do preço do bezerro. Em 2020 e 2021, 3,9 milhões de vacas e novilhas foram retidas enquanto em 2022, 1,8 milhão foram abatidas.

Porém, os especialistas da Radar ressaltam que é importante lembrar que a cria começou a perder valor em maio de 2021, após alcançar R$ 3.500/cabeça em termos reais (preços de fev/23) e seguiu enfraquecendo desde então, para atuais R$ 2.350/cab (mar/23). O efeito do aumento dos abates (7,5%) em 2022 foi um pouco menor sobre a produção de carnes, que cresceu 6,9% em função do peso médio das carcaças um pouco menor.

Mesmo com a produção de carne bovina voltando a crescer em 2022 (7,9 milhões de toneladas em equivalente carcaça), o consumo aparente apresentou um novo recuo (o quarto consecutivo), para 24,2 kg/habitante, sendo o menor desde 2004. Das 7,9 milhões de tec produzidas, 2,85 milhões de tec foram exportadas (+23,8% sobre 2021) e 5,2 milhões de tec consumidas no mercado interno, 65% do total, apontam os especialistas.

Para 2023, vemos como provável um novo aumento da produção de carne em função da possível continuidade dos descartes de fêmeas (o bezerro segue pressionado) mas, por outro lado, enxergamos como positiva a demanda externa, sobre tudo com a recente reabertura do mercado chinês e possibilidades de crescimento em outros destinos, destaca o relatório da Radar Agro.

Fonte: Radar Agro- Itaú

opresenterural.com.br 30/03/2023

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