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Embrapa Cerrados lança cultivares de soja que resistem a veranico e a nematóide

Embrapa Cerrados lança cultivares de soja que resistem a veranico e a nematóide

Adaptados para a região do Cerrado, os materiais são opções de elevado potencial produtivo e estabilidade de produção para os produtores. Também foram apresentadas duas cultivares de trigo tropical.

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Uma cultivar de soja que resiste a até 15 dias de veranico e outra que resiste ao nematóide-da-galha foram lançadas pela Embrapa Cerrados (DF) durante Tecnoshow Comigo 2023, realizada entre os dias 27 a 31 de março em Rio Verde (GO). Adaptados para a região do Cerrado, os materiais são opções de elevado potencial produtivo e estabilidade de produção para os produtores.

Lançamento foi realizado junto com a cultivar BRSMG 534, desenvolvida pela Embrapa Soja de Londrina (PR), em parceria com a Fundação Triângulo e com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Durante a feira, a Unidade também apresentou duas cultivares de trigo tropical. As cultivares de soja foram desenvolvidas e parceria com a Fundação Cerrados e a Fundação Bahia e selecionadas em condições de estresse hídrico.

A BRS 7981IPRO foi selecionada no Oeste da Bahia. Apresenta ciclo médio (cerca de 120 a 125 dias no DF e região e em torno de 115 dias no Oeste baiano e em Mato Grosso). Apresenta elevado potencial produtivo e pode ser cultivada no Brasil Central, na região do Matopiba, no Tocantins e em Mato Grosso, Estado onde é uma opção para o produtor que pretende plantar safrinha de milho.

A cultivar tem como grande diferencial a rusticidade, com raízes que se aprofundam no solo. “É um material que suporta veranicos acima de 15 dias com certa tranquilidade, pois vai entregar boas produtividades. No Oeste baiano, em regiões de solos mais arenosos, alcançou 80 sc/ha em condição de sequeiro”, aponta o pesquisador André Ferreira. A BRS 7981IPRO também pode ser utilizada em sistemas de integração com outras culturas, como o sistema soja-cana, tecnologia que em breve será lançada pela Embrapa.

Já a BRS 7781 é uma cultivar de soja convencional de ciclo, conforme a região de indicação, semiprecoce (Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal) e precoce (Oeste da Bahia). Possui alto potencial produtivo, permitindo maior retorno econômico ao produtor. A planta tem porte ereto e é resistente ao acamamento e ao nematoide formador de galhas Meloidogyne javanica, o que possibilita o melhor manejo de áreas contaminadas por esse fitonematoide.

Pode ser utilizada no sistema produtivo de sucessão de culturas em que milho, sorgo, algodão, gergelim, pulses ou trigo podem ser plantados após a colheita da soja no mesmo ano agrícola, aumentando a sustentabilidade do sistema produtivo. Por ser convencional, tem a vantagem de receber prêmios no preço de comercialização dos grãos nos mercados de “Soja Livre”.

Trigo tropical

As opções para a triticultura apresentadas pela Embrapa Cerrados foram uma cultivar para o sistema irrigado (BRS 264) e outra para o sistema de sequeiro (BRS 404) no Cerrado do Brasil Central. Além de apresentarem bom tipo agronômico e elevado potencial de rendimento de grãos, possuem qualidade tecnológica alinhada às exigências industriais, o que facilita a comercialização e atende às demandas do mercado, beneficiando o produtor, a indústria moageira e, consequentemente, o consumidor.

A BRS 264 tem indicação de cultivo para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e o Distrito Federal. Também pode ser utilizada em sistema de sequeiro no Sul de Minas Gerais. Apresenta ciclo superprecoce, espigamento em 40 dias e maturação em 110 dias (média), sendo extremamente produtiva e com excelente aceitação pela indústria. A cultivar tem altura média de planta de 80 cm, produtividade média de 6.000 kg/ha e peso de mil sementes de 40g. É moderadamente resistente ao acamamento e resistente à debulha.

Além de ser a mais plantada no Cerrado do Brasil Central, a cultivar tem batido sucessivos recordes mundiais de produtividade média diária, tendo alcançado 9.630 kg/ha, ou seja, 80,9 kg/ha/dia, colhidos pelo produtor Paulo Bonato, de Cristalina (GO). “Sem dúvida é o material que possibilitou a expansão do trigo na região”, afirma o pesquisador Júlio Albrecht.

Já a BRS 404 apresenta ciclo precoce, classe comercial pão e estabilidade na produção de farinha. A BRS 404 foi a primeira cultivar a apresentar maior tolerância à brusone, importante doença fúngica que acomete a triticultura da região. É indicada para cultivo em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais. Apresenta potencial de rendimento de 40 sc/ha e foi desenvolvida para cultivo em áreas de sequeiro, com altitudes iguais ou superiores a 800 metros.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados

opresenterural.com.br 14/04/2023

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