Exportações brasileiras de proteína animal para mercado islâmico deve movimentar US$ 2 trilhões até 2029
O crescimento acelerado do mercado global de alimentos Halal abre novas oportunidades para as proteínas animais brasileiras, especialmente as carnes de frango e bovina
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Líder mundial nas exportações de alimentos para os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), o Brasil reúne condições para ampliar sua participação em um setor que movimentou US$ 1,53 trilhão em 2024 e tem previsão de alcançar US$ 2,06 trilhões até 2029, impulsionado pela demanda por produtos certificados e de alta qualidade.
Segundo o relatório State of the Global Islamic Economy Report 2025/26, o Brasil exportou US$ 33,3 bilhões em alimentos para os países da OIC em 2024, superando China (US$ 32,6 bilhões), Índia (US$ 28,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 21 bilhões) e Turquia (US$ 18,7 bilhões). A liderança é sustentada principalmente pelas exportações de proteína animal, com destaque para o frango Halal.
Para o vice-presidente da Fambras Halal Certificadora, Ali Zoghbi, o desempenho brasileiro demonstra que o mercado islâmico representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio nacional.
“O Brasil já é o maior exportador mundial de alimentos Halal há tempos. Essa liderança demonstra a capacidade da indústria brasileira de atender mercados altamente exigentes e confirma que a certificação Halal se tornou uma estratégia fundamental de competitividade e acesso ao comércio internacional”, afirma.
O que é a certificação Halal?
A certificação Halal assegura que produtos e processos produtivos estejam em conformidade com os preceitos islâmicos, contemplando critérios relacionados à origem das matérias-primas, ao abate, ao processamento, ao armazenamento e ao transporte.
Além do atendimento às exigências religiosas, o selo também é reconhecido por consumidores não muçulmanos como um indicativo de qualidade, segurança e rastreabilidade.
“A certificação Halal é uma ponte de confiança entre a indústria e o consumidor. Ela garante o atendimento aos requisitos religiosos, mas também está associada à segurança dos alimentos, à rastreabilidade, à transparência dos processos e à integridade de toda a cadeia produtiva”, explica Zoghbi.
Embora o Brasil já ocupe posição de destaque, a projeção de crescimento do consumo mundial de alimentos Halal indica espaço para ampliar exportações, diversificar o portfólio e conquistar novos mercados.
“O desafio do Brasil não é apenas manter sua liderança em volume, mas avançar na geração de valor. Temos condições de consolidar o país como referência mundial em qualidade, inovação, tecnologia, sustentabilidade e confiabilidade na produção de alimentos Halal”, avalia Zoghbi.
Outro fator que fortalece a competitividade brasileira é a evolução dos sistemas de certificação. O setor vem incorporando ferramentas digitais que permitem acompanhar todas as etapas da cadeia produtiva, desde a origem dos ingredientes até o transporte e a comercialização.
Sistemas de verificação e QR Codes também ampliam a transparência e facilitam a consulta à autenticidade dos certificados.
“O consumidor não busca apenas um selo. Ele deseja saber de onde o alimento veio, como foi produzido e se pode confiar em toda a cadeia. A certificação acompanha essa evolução, incorporando processos capazes de ampliar a transparência, a segurança e a credibilidade das operações”, destaca o vice-presidente da certificadora.
Fonte: Fambras Halal
alavoura.com.br 17/07/2026
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