Antecipasto: Inovação e Sustentabilidade na Pecuária Brasileira
Tecnologia promove eficiência na produção e preservação ambiental, garantindo pastagem de qualidade e redução de custos
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A pecuária brasileira enfrenta desafios cada vez mais complexos, que exigem soluções inovadoras capazes de garantir produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal. Nesse cenário, o Antecipasto, uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agropecuária Oeste, se destaca como uma ferramenta essencial para a integração lavoura-pecuária, promovendo maior eficiência no uso da terra e segurança alimentar para o rebanho.
Segundo Carlos Eduardo Madureira Barbosa, Engenheiro Agrônomo e Diretor da JB APec, o principal diferencial do Antecipasto reside na sua capacidade de consorciar soja com forrageiras, como a variedade BRS Tamani. A semeadura do capim ocorre entre 14 e 20 dias após a germinação da soja, o que possibilita a disponibilização antecipada da pastagem para os animais, em comparação com métodos tradicionais, que só oferecem pastagem após a colheita da soja. Esse método se torna ainda mais relevante em anos de seca severa, quando pode ser a diferença entre ter ou não pastagem disponível.
A adoção do Antecipasto ajuda a mitigar o problema do “vazio forrageiro”, período crítico de 45 a 50 dias, quando a oferta de alimento para o gado é reduzida, obrigando os pecuaristas a recorrerem a suplementos alimentares mais caros. Ao garantir pastagem de qualidade nos meses secos, essa tecnologia ajuda a diminuir a dependência de suplementações, oferecendo uma solução econômica para o período de entressafra.
Além dos benefícios econômicos, o Antecipasto tem impactos diretos na produtividade e rentabilidade das propriedades rurais. O fornecimento antecipado de pastagem permite maior taxa de lotação nas áreas de pecuária, otimizando o uso da terra e da infraestrutura existente. A redução dos custos com suplementação alimentar proporciona alívio financeiro durante a entressafra, e a melhoria da saúde do solo é outro benefício significativo, uma vez que o consórcio entre culturas favorece a ciclagem de nutrientes, aumenta a retenção de umidade e reduz a degradação do solo, como erosão e compactação.
A sustentabilidade da técnica é outro ponto de destaque. Em um contexto de crescente pressão sobre a agropecuária devido às questões climáticas e ambientais, o Antecipasto contribui para a redução da pegada de carbono da pecuária, ao mesmo tempo que melhora a eficiência na produção de proteína animal. Assim, o setor se torna mais competitivo e alinhado às demandas globais por práticas agrícolas sustentáveis, em consonância com os princípios ESG (Environmental, Social and Governance).
Na JB APec, o Antecipasto tem sido implementado com sucesso nos últimos cinco anos, com resultados expressivos. A experiência mostra que a integração lavoura-pecuária pode ser uma estratégia acessível e viável para produtores de diferentes perfis. O impacto positivo na produtividade e a preservação dos recursos naturais comprovam que é possível conciliar crescimento econômico com responsabilidade ambiental.
Diante da necessidade de soluções mais eficientes e sustentáveis para o agro, o Antecipasto se consolida como um modelo de produção que pode transformar a pecuária brasileira, especialmente nas regiões onde não há safrinha de grãos e onde a integração com a pecuária é viável. É momento de expandir essa discussão e incentivar a adoção de práticas que fortaleçam o setor, garantindo a segurança alimentar e a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações.
Fonte: Portal do Agronegócio
20/03/2025
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