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DDG está próximo de ganhar Portaria do Mapa que define padrão de qualidade do produto

DDG está próximo de ganhar Portaria do Mapa que define padrão de qualidade do produto

Medida é passo fundamental para alcançar mercados internacionais que exigem certificado do governo

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O DDG brasileiro, subproduto do processo de produção de etanol de milho, utilizado habitualmente como ração animal, está próximo de dar um grande passo.

Isso porque o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Divop – SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está trabalhando em uma Portaria que cria um padrão de qualidade para o produto.

"Estamos em consulta interna dentro do Mapa; uma consulta pública será aberta em breve e assim que chegarmos a um consenso, será publicada a portaria com o padrão", explica Hugo Caruso, diretor do Divop – SDA, na 2ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO Sobre Etanol de Milho, que acontece nesta quinta-feira (3), em Cuiabá (MT).

A padronização do produto pelo Mapa é um passo fundamental para alcançar mercados internacionais que exigem certificados governamentais para autorizar a importação.

Carusso participou do painel 5 "Padronização e Certificação de Produtos", que buscou abordar a atual situação do mercado brasileiro de DDG e as perspectivas para o próximo ano.

Segundo dados da União Nacional de Etanol de Milho (UNEM), a produção brasileira da matéria-prima deve alcançar 4,230 milhões de toneladas na temporada 2024/25 e saltar para 9,734 milhões de toneladas em 2033/34.

“Temos potencial na indústria animal para consumir isso, mas obviamente a exportação deve crescer bastante”, pontuou Flávio Portela Santos, professor titular do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), que também compôs o painel.

Andréa Veríssimo, diretora de relações internacionais e comunicação da UNEM, quem moderou a discussão, disse que os trabalhos para promover o DDG brasileiro no mercado internacional já começaram.

"Existe um projeto em conjunto que a Apex Brasil. Já realizamos missões prospectivas, participamos de feiras, reuniões com autoridades e trouxemos jornalistas internacionais para o Brasil para ver a produção", comentou.

Dando continuidade do debate, Gabriel Fonseca, gerente comercial da VLI Logística apresentou dificuldades logísticas que surgem na hora de transportar e exportar o produto.  "Estamos trabalhando com equipamentos mais eficientes para o transporte do produto, que exige algumas particularidades", disse.

Para fechar a discussão, Juan Diaz, diretor regional adjunto para América Latina da U.S. Grains Council apresentou casos de sucesso do DDG norte-americano e ressaltou que, na década de 1980, quando o governo começou a investir na produção de etanol de milho, o destino do grão para fabricação do biocombustível não afetou o abastecimento para alimentação humana. Atualmente, os Estados Unidos é o maior produtor e exportador global de DDG.

Fonte: DATAGRO

04/04/2025

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